2016 pequena restrospectiva

2016 foi meio bagunçado sobretudo para aqueles que, como nós, acreditam num mundo menos desigual. Mas também foi um ano com coisas boas. Foi o ano em que a Sens entrou no ar. Tá certo que foi no finalzinho, mas entrou 😁. Se vai durar, não sabemos, esperamos que dure por muitos anos, não apenas pelo projeto, mas principalmente porque já temos ouvintes fiéis, até fora do Brasil. 

Para comemorar com vocês o ano que chega, não poderíamos deixar de fazer uma pequena, bem pequena mesmo, retrospectiva musical. Apenas de outubro para cá, lançamos na programação mais de 10 coisas novas, peito aberto, esperando a reação de vocês. Dessas, vamos destacar algumas:

(Para ouvir esses artistas em nossa programação, busque pelo nome do artista ou música nas tags do ondemand e, baixe o podcast correspondente ).


Fonte: Divulgação

Anohni— Ela é foda. Dá pra escrever um texto só sobre Hopeless. Se 2016 tem trilha sonora, é da Anohni. O vazio dos amores líquidos, a violência do machismo, o universo das pessoas trans, a falência total do nosso lifestyle, as perdas, as tragédias. Até saída de Obama e Drones estão lá. O Radiohead traduziu o zeitgeist final/início de milênio há quase 20 anos, a Anohni fez o mesmo agora. Ouvir Anohni é ouvir 2016 e provavelmente 2017, 18, 19…


Fonte: Twitter FM-84

FM-84 — Retrowave ou Synthwave, rótulos semelhantes para a mesma intenção: revisitar  a estética sonora dos 80s. E o FM-84 fez isso da forma mais precisa e empolgada possível. Está tudo aqui: os tons (tanto de percussão, quanto de vocais), os sintetizadores de poucos bits, aquele monte de eco e reverberação. Das trilhas sonoras dessa época tem o sol, o vento (parecia que ventava mais naquela época né?), os cabelos esvoaçantes…tudo, incrivelmente, sem soar datado. É como se o Starship ou o Heart tivessem surgido em 2016. Collin Bennet – a mente por trás do projeto, descreveu: “FM-84 is my love letter to the 80s”.
Ele não é o único a fazer isso, há outros projetos semelhantes, mas o FM-84 acertou bem no alvo. Acertou também ao chamar o Ollie Wride para fazer os vocais. As músicas mais legais do projeto são as que ele canta.


Fonte: Divulgação

LUH. — Vocais roucos e berrados, parecem AC/DC, um pouco aquele cara do avião saca? (Iron Maiden se não me engano). Mas peraê, a semelhança acaba aí. O som não lembra em nada essas bandas. Lembra Vangelis, Brian Eno. Tem uns ecos oitentistas também, Art of Noise, Depeche Mode, essas paradas. Êpa, tem um segundo vocal, esse feminino, parece angustiado. Esses dois não estão felizes com o que está acontecendo. Não, eles não estão nada felizes com tudo o que está acontecendo.


Fonte: Divulgação

Dream Wife — Sabe o bubblegum pop? Tem uma estética legal, mas e se melhorássemos as músicas? Se adicionássemos a ironia da Miss Kittin, a atitude do Elástica, o appeal da Nina Perrsson e misturássemos a Bjork de alguma forma? Isso é o Dream Wife.


Fonte: Youtube

Hamilton Leithauser & Rostam — Vampire Weekend é daquelas bandas legais (que uns malas-sem-alça, tipo Tatola, adoram estragar) que tem ao menos um integrante muito competente, no caso o Rostam. Já o Walkmen, sempre foi good enough (The Rat é daquelas músicas que fazem um estrago no psiquê), mas era nítido que era pequena demais para o Hamilton. Juntar os dois poderia dar muito errado ou muito certo. Para o bem de todos, foi a segunda opção. O projeto mostrou que podemos ser exagerados de novo. Um contraponto àquela atitude indiferente que chamavam de cool há alguns anos.


Fonte: Divulgação

The 1975 — Uma espécie de Marron5 indie. Mas, enquanto o Adam Levine não tem nada além de uns músculos para mostrar (em uns clipes bem babacas, tipo aquele do casamento), o 1975 faz um som bem bacana. De certa forma, continua do ponto em que o Hard-Fi se perdeu.
O som deles não tem mistério, tanto que aquele da Hey Soul Sister ou o Daniel Powter (esse tem uma música supimpa, meio desconhecida, Crazy All my Life) tivessem mais empenho, poderiam ter feito esse mesmo som há alguns anos.


Fonte: Divulgação

Angel Olsen  — É bem foda também. Não tem muita coisa ainda, mas mas o que tem já dá para dizer, por enquanto, que é o elo perdido entre Florence Welsh e PJ Harvey.


Na correria, não conseguimos incluir os áudios e os links. Ao longo desta semana, podem voltar que estarão aqui com certeza. Enquanto isso, no nosso drive, tem os arquivos para download dos nossos blocos musicais, muitos deles, têm esses artistas.

O que foi o melhor dessa lista para você? E de fora desta lista? Deixe um comentário com a sua opinião please 🤗.

Bom 2017 para todes 😃!

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